Os segredos do sucesso em projetos de Due Diligence

16/10/2017

 

Para que possamos caracterizar a compra ou a venda de uma empresa como uma verdadeira oportunidade de negócio, precisamos avaliar de modo minucioso quais os possíveis riscos, pontos críticos e potencial de crescimento da companhia-target da transação. Este é o principal papel do Due Diligence, processo que, por meio de uma força-trabalho conjunta de profissionais, avalia uma organização em suas mais diversas áreas (Contábil, Tributária, Trabalhista, Fiscal, Previdenciária, Financeira, etc.) buscando soluções para os eventuais problemas encontrados.

 

Mas o que faz com que um processo de Due Diligence alcance o êxito necessário para que novos negócios sejam concretizados? Este é um questionamento importante e, ao longo de minha experiência em projetos de tamanha complexidade, entendo hoje que, quanto maior o alinhamento com o cliente, melhores serão os resultados finais do Due Diligence.

 

Quando conduzimos tais processos como consultores, dispostos a ouvir o cliente e a desenhar o planejamento do Due Diligence de modo mais colaborativo – ao invés de seguirmos checklists padrões para cada área do negócio, guiados por um modelo mais engessado e pouco flexível – a entrega de valor é significativa e faz com que o contratante se sinta como um verdadeiro parceiro do projeto.

 

Diretamente relacionado a este alinhamento e proximidade com o cliente, vale também ressaltar a necessidade de fornecer updates constantes em relação ao andamento do projeto. Quando coordeno um processo de Due Diligence, por exemplo, costumo sempre dialogar com o contratante periodicamente, de modo que ele tenha ciência sobre cada passo que está sendo dado e que estratégias podem ser adotadas para sanarmos os desafios encontrados durante o projeto.

 

Finalmente, contar com especialistas e profissionais de nível sênior é outro diferencial indispensável para uma condução bem-sucedida em Due Diligence, visto que, com equipes qualificadas de maior nível técnico, o processo de análise se torna muito mais ágil e os índices de retrabalho são consideravelmente reduzidos ou eliminados.

Em suma, ao unir o alinhamento estratégico e a proximidade com o cliente (que fortalece a relação com o cliente), atualização constante sobre as etapas concluídas (transformando o contratante em parceiro) e equipes qualificadas para a condução das atividades (visando a qualidade das análises).

 

Por fim, é importante ter em mente que apenas o preenchimento de checklists prontos não adicionam valor aos clientes. Atualmente o contratante espera e exige muito mais que isso, assim sendo, precisamos estar sempre alinhados com relação a expectativa dos clientes nos seguintes pontos: (i) procedimentos a serem executados, (ii) cronogramas e prazos a serem cumpridos; (iii) comunicação tempestiva de status; (iv) reporte dos resultados alcançados em cada etapa. Ou seja, precisamos atuar como um facilitador, sem perder a nossa independência profissional.

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